segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Reunião de Reorganização do Fórum Municipal de ECOSOL - SP

Fórum Municipal de Economia Solidária

Dia: 17 de fevereiro (quinta-feira)
Horário: 17h30
Local: Câmara de Vereadores de São Paulo, sala 518 (5. andar) - Viaduto Jacareí, 100 (próximo ao Metrô Anhangabaú)

Pautas:

1. Reorganização do Fórum (agenda de reuniões, mobilização);
2. V Plenária do Fórum Paulista de ECOSOL

Contribua na reorganização do Fórum Municipal de ECOSOL SP, Mobilize empreendimentos, entidades e gestores comprometidos com a Outra Economia!!!

Economia Solidária e Comércio Justo em debate no FSM na Africa (DAKAR - 2011)

FSM do Senegal debate “Economia solidária e comércio justo”

13/02/2011
http://www.cut.org.br/acontece/20369/fsm-do-senegal-debate-economia-solidaria-e-comercio-justo

Escrito por: Leonardo Severo, de Dakar-Senegal

Entre os inúmeros temas debatidos no Fórum Sindical Mundial, realizado em Dakar, capital do Senegal, de 6 a 11 de fevereiro, um ganhou particular relevância: “Economia solidária e comércio justo”. Nada mais natural, quando as transnacionais do alimento, com sua fome insaciável de lucro, avançam sobre o continente africano, comprando parcelas imensas das melhores terras para exportar.

Além de roubar daqueles países qualquer perspectiva de “soberania alimentar”, a desnacionalização do território empurra para as periferias das grandes cidades parcelas expressivas da população rural. Se levarmos em conta que na maior parte da África, 70% da população total sobrevivem da agricultura de subsistência, teremos a dimensão da catástrofe provocada por relações imperialistas que aprofundam, ao extremo, a exploração.

No continente, mas também na América e na Ásia, as transnacionais colhem os frutos da especulação de alimentos transformados em commodities, enquanto semeiam a fome e a miséria que aflige centenas de milhões de seres humanos. Esta ação, obviamente, é respaldada pelos governos dos países capitalistas centrais, os mesmos que erguem imensas barreiras para os imigrantes que ficam desempregados por obra, graça e desgraça da sua política. Como toda prática neocolonial, o receituário é visto como incontestável por muitos dos governos locais desnacionalizados, que passam a praticar o servilismo mais atroz.
De acordo com Jasseir Alves Fernandes, diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores, que representou a entidade no debate sobre “Economia Solidária e Comércio Justo”, os movimentos sociais vêm se articulando em redes de cooperação para se contrapor à lógica perversa do agronegócio transnacional. Assim, explicou, “além de buscarem um comércio justo, Sul-Sul, as entidades têm articulado com organizações europeias para garantir uma maior valorização para os seus produtos, o que tem significado um diferencial no preço de 30 a 40%”, possibilitando que os agricultores se mantenham em suas terras e não sejam obrigados a venderem sua produção a preços aviltantes.

“Com práticas de comércio justo temos conseguido um sobrepreço, que é um tipo de prêmio social. Por exemplo, numa saca de café, um percentual vai para a comunidade que está produzindo. Num contêiner, que leva cerca de 300 sacos de café, as empresas dão um plus para ser investido em melhorias sociais das comunidades”, informou Jasseir.

O dirigente cutista lembrou que no Brasil, após muita mobilização e debate com o governo federal, o presidente Lula assinou um decreto no dia 17 de novembro do ano passado reconhecendo esta prática de comércio. “Foi o primeiro marco regulatório no mundo nesta questão e vai ajudar na conformação de políticas públicas mais eficazes para o setor”, frisou Jasseir, apontando que este é um avanço significativo, inclusive para a mensuração do impacto que tem a economia solidária em nosso país. Atualmente, disse, há 22 mil empreendimentos mapeados, mas há uma projeção da existência de mais de 80 mil.

“O Programa Nacional de Aquisição de Alimentos para a Merenda Escolar (PNAE), que garante pelo menos 30% da aquisição da agricultura familiar, é o maior programa do mundo da relação de comércio justo. Esta é uma experiência que todos queriam conhecer, pois a segurança é algo essencial para os agricultores familiares, já que muitas vezes o agricultor tem produto e não tem preço e outras tem preço mas não tem produto para ofertar”, ressaltou.
Jasseir lembrou que aproveitou o Fórum Social Mundial para apresentar a questão do ponto de vista sindical, frisando que a economia solidária é um eixo estratégico da ação cutista. “Mostrei que, para nós da CUT, a economia solidária não está só no discurso, que inclusive fez parte da Plataforma da Classe Trabalhadora para as eleições de 2010, mas que está na prática da Agência de Desenvolvimento Solidária (ADS), tocada pela nossa Central, através do Conexão Solidária. A prática do comércio justo está sendo cada vez mais incorporada pelo sindicalismo cutista através de empreendimentos como a Unisol e a Unicapes, conformando uma rede de 1.500 cooperativas, associações e empresas recuperadas”.

Entre os exemplos de ponta existentes, com os quais se pode estreitar relações, citou Jasseir, há a Cooperativa Chico Mendes, da Itália, que conta com 500 lojas, e a Rede de Lojas da Argentina, que querem comprar café brasileiro, adquirido via sistema CUT, pois avaliam que esta é uma parceria forte e estratégica. “Nossa participação foi importante para demonstrar que o movimento sindical dá atenção ao tema da conformação de redes e que quer dialogar com o conjunto dos movimentos sociais para atuar de forma coordenada, a exemplo do que já acontece na América Latina. Ampliamos o contato com redes da África e da Ásia, fundamentalmente, que são países com população rural bastante empobrecida e muitas vezes desarticulada”, acrescentou.

Conforme Jasseir, “a lógica imperialista determina o que e como fazer, ditando ordens, impondo preços e prioridades, numa lógica de submissão. Nós estamos comprometidos em construir algo diferente”. Por isso, esclareceu o dirigente cutista, “também debatemos com o governo brasileiro, que tem tido importantes iniciativas com o continente africano, para que não reproduza formas de ‘cooperação’ que não dialogam, que não levam em conta o respeito à cultura local e as opiniões dos envolvidos”.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Central de Vendas Solidárias RECICLAMP visita a Rede ABC e UNISOL Brasil

Na mesa representantes: CRCA, Central de Vendas Solidárias - Reciclamp e ACOOP (Assoc. das Cooperativas de Campinas), COOPCENT (Rede ABC) e UNISOL Brasil


Membros do CRCA e Reciclamp de Campinas-SP, visitam a Rede ABC e a sede da UNISOL Brasil.

Na ocasião da visita, os membros das entidades vieram com o objetivo de conhecer as experiências dos empreendimentos filiados e as ações da UNISOL Brasil realizadas junto às cooperativas filiadas.

Na sede da UNISOL Brasil foram recebidos por Alexandre Antonio da Silva, Coordenador Geral da UNISOL Brasil e por Solange Lima, assessora técnica.

Os desdobramentos discutidos na reunião foi a apresentação da UNISOL Brasil para outras cooperativas reciclagem da região e a realização de um seminário no município de Campinas afim de apresentar a instituição a outras cooperativas e entidades da região de Campinas.

“É importante destacarmos que a UNISOL Brasil é uma entidade de representação de cooperativas, associações e empreendimentos auto-gestionários e as incubadoras/entidades de apoio e fomento de Campinas, região e de qualquer outra cidade do país podem ser grandes parceiras desta central de representação e assim juntos somarmos força no desenvolvimento da Economia Solidária”, afirmou Solange Lima, assessora técnica da UNISOL Brasil.

Marianna Fanti
Imprensa UNISOL Brasil

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Organização Social - SPDM é alvo de requerimento de CPI na Assembléia Legislativa de SP

Na Assembléia Legislativa de São Paulo começa a se recolher assinaturas para um requerimento de instalação de uma CPI sobre contratos do governo estadual com SPDM - Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

A SPDM é uma Organização Social (OS) que administra/gere atualmente 17 equipamentos de saúde estaduais, construídos e pago com recursos do SUS (Sistema Único de Saúde). O total de contratos que mantém com o governo paulista chega ao montante de R$ 583 milhões. Desde total, segundo o requerimento foram descobertas irregularidades no repasse de recursos desses contratos, que perfazem R$ 90 milhões.
 
"Além da possível atuação fraudulenta da SPDM, a CGU também aponta outras práticas em desacordo com a legislação, como contratação de empresas prestadoras de serviços e aquisição de material hospitalar sem licitação pública, e fracionamento de despesas na aquisição de material médico-hospitalar”, sustenta o requerimento de instalação da CPI. 

Para se instalar a CPI é necessário 32 assinaturas. Vamos assistir os próximos capítulos na ALESP-SP...

Bombons e Ovos da Economia Solidária - Encomende

O empreendimento econômico solidário Vitória Festa & Sabor, da Região do ABC de São Paulo esta produzindo Bombons e Ovos Artesanais.

Os Bombons poderão ser encomendados pelo valor de R$ 3,00 cada 100 gramas.

Faça já seu pedido e comece a sentir o delicioso sabor de um bombom artesanal feito com muito carinho. 

Em breve vamos divulgar nossa lista de preço e sabores de ovos.

Sabores dos bombons:

Ao leite - crocante - castanhas - nozes - prestigio - trufado - cereja - licor - nha benta - maracujá - brigadeiro - amendoim- passas- passas com crocante
Branco - Crocante - castanhas - amendoim - passas - licor - passas com crocante - trufado
Meio amargo - crocante - castanhas - amendoim - passas com crocante - licor - trufado


Aguarde em Breve Mais Novidades!!!

Mande email para: buffet_vitoriafs@hotmail.com

Pontos de Convergência, por Dep. Federal Newton Lima e Jorge Werthein

JORGE WERTHEIN e NEWTON LIMA

Folha de São Paulo – 03 de Fevereiro de 2011

Quem prestou atenção aos recentes discursos de posse ou declarações públicas da presidente Dilma, do ministro da Educação, Fernando Haddad, e do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, deve ter observado que há convicção no novo governo sobre a extrema relevância de se investir na qualidade da educação, da ciência e da tecnologia brasileira.

As autoridades demonstram estar em consonância com a construção, também aqui, da sociedade do conhecimento. Tudo o que se divulga sobre educação no Brasil, nos últimos anos, chama a atenção para a necessidade de se buscar mais qualidade. O Executivo mostra-se decidido a alcançá-la. Excelente. Quais serão, então, os próximos passos?

O Ministério da Educação já começa a expor suas propostas. O ministro Haddad anunciou a apresentação à presidente de um plano de ação para elevar o nível dos ensinos fundamental e médio e para valorizar o magistério.

A iniciativa alinha-se com o próprio discurso de posse da presidente da República, para quem é preciso melhorar a qualidade da educação fundamental e aumentar as vagas nos níveis infantil e médio. Dilma Rousseff chega a sugerir a extensão da experiência do ProUni ao ensino médio profissionalizante.

O ministro da Ciência e da Tecnologia, por sua vez, foi claro em seu discurso: "Tudo começa na sala de aula. Tudo começa na formação e motivação dos nossos cérebros".

Sua intenção é a de combinar "educação universal de qualidade, pesquisa científica, inovação e inclusão social, na perspectiva de uma nova produção científica tropical".

Nada poderia estar mais afinado com análises recentes de especialistas. Pode-se sintetizar o que muitos deles propõem para se vencerem os desafios da escola pública brasileira:

1. Maior investimento em educação (aumentá-lo de 5% para 7% do Produto Interno Bruto em quatro anos), associado a instrumentos de gestão mais eficientes;

2. Valorização do magistério (oferecer salários mais altos, para tornar a carreira mais atrativa, elevar a qualidade da formação e promover capacitação permanente);

3. Universalização da educação infantil (de maneira a tornar mais eficaz o aprendizado durante o ensino fundamental);

4. Construção do Sistema Nacional de Educação (para que o regime de colaboração previsto na Lei de Diretrizes e Bases articule ações entre os entes federados e diminua as enormes diferenças regionais em aprendizagem);

5. Por fim, intensificação do uso de metodologias de ensino mais contemporâneas (para tornar as aulas mais atrativas, com apoio maciço da tecnologia da informação e de aulas práticas frequentes e instigadoras de ciência).

Com a palavra, o novo Plano Nacional de Educação. Com as ações, os eleitos em outubro que se comprometeram a priorizar a educação, a ciência e a tecnologia.

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JORGE WERTHEIN, doutor em educação pela Universidade Stanford (EUA), é vice-presidente da Sangari no Brasil. Foi representante da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil.

NEWTON LIMA NETO, deputado federal (PT/SP), é doutor em engenharia pela USP. Foi reitor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) de 92 a 96 e prefeito de São Carlos (2001/2008).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Roda de Samba, Samba-Rock e Sons Ordinários no Saci




* A Casa do Saci fica na Rua Wanderley, 702 - Perdizes*
www.barsaci.wordpress.com
Não aceitamos cartões


Programação Cultural da semana!


03/02 (quinta) -
Roda de Samba! A partir das 19h - couvert: 5 reais
Percussão: Leandro Lisi
Violão 7 cordas: Lourenço
Cavaco: Marcos Fonseca


04/02 (sexta) -
André Bianchi A partir das 20h - entrada: 5 reais
Sons ordinários
& Poket show de Maicon Pop


05/02 (sábado) -
Quiprocó Sound System A partir das 19h - couvert: 5 reais
Samba-rock




*A Casa do Saci é a sede da Associação Vida em Ação, mantenedora dos projetos: Bar Saci, Livraria Louca Sabedoria e Loja de diversos projetos da saúde mental e economia solidária.*